segunda-feira, 2 de novembro de 2009

COP-15... FALTA POUCO!


A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério risco de ver:
- a floresta amazônica transformada em savana;
- rios com menor vazão e sem peixes;
- uma redução global drástica da produção de alimentos, que já está ocorrendo;
- o derretimento irreversível de geleiras;
- o aumento da elevação do nível do mar, que faria desaparecer cidades costeiras;
- a migração em massa de populações em regiões destruídas pelos eventos climáticos e
- o aumento de doenças tropicais como dengue e malária.

COP-15: É AGORA OU NUNCA!
Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do "business as usual" e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as consequências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.

Texto por: Thays Prado - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 18/09/2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Programa Água Doce leva recursos para comunidades do semi-árido

Lançado em 2004 pelo Governo Federal, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com ajuda de parceiros o Programa Água Doce (PAD), tem o intuito de assistencializar famílias do semi-árido. Garantindo água potável à comunidades rurais por meio da dessalinização. As áreas beneficiadas pelo programa são definidas com base nos índices de mortalidade infantil, Desenvolvimento Humano e pela constatação da ausência ou dificuldade de acesso a água potável. Desde inaugurado em 2007, o programa já beneficiou cinco comunidades. A primeira UD (Unidade Demonstrativa) foi instalada no assentamento de Caatinga Grande, em São José do Seridó, no Rio Grande do Norte. Nas Unidades Demonstrativas, a água é retirada do subterrâneo por meio de poços tubulares e submetida ao processo de dessalinização devido a grande presença de sal, após esse processo apenas 50% dela torna-se potável. Os outros 50% que é o sal concentrado, é reaproveitado em tanques para a criação de peixes e depois usada na irrigação de plantações de erva-sal, uma planta característica de regiões secas, que absorve a salinidade do solo e serve de alimento para bovinos, ovinos e caprinos. Com a implantação do PAD além de aumentar a renda de inúmeras famílias possibilita melhores condições de subsistência nessas regiões. Na última quinta-feira, 22/10/09, foi inaugurada mais uma UD, desta vez na comunidade Fazenda Mata, no município paraibano de Amparo, a 160km da capital João Pessoa, a previsão é que em breve os estados do Rio Grande do Norte e Ceará sejam beneficiados pelo programa.

Por Pâmella Lima =D

segunda-feira, 26 de outubro de 2009


Cuidar do meio ambiente não é difícil e você pode começar dentro da sua própria casa. São práticas muito simples que podem ser decisivas na construção de um futuro melhor. Conheça 10 maneiras de preservar o meio ambiente sem o menor esforço, apenas com gestos conscientes.


1- COLETA SELETIVA: o lixo é o principal responsável pelos problemas sociais do nosso tempo por isso dê destino à pilhas, baterias e separe papel, vidro e plástico, favorecendo assim a reutilização desse material a nosso favor.

2- DESPERDICE MENOS ALIMENTO: restos de comida representam 60% do lixo que vem dos lares brasileiros, e sua decomposição resulta na produção de gás metano, ligado ao efeito estufa. Por isso ao invés de simplesmente descarta-lo, utilize-o como adubo para plantas. E com talos e cascas você pode fazer receitas saborosas e nutritivas.

3- JAMAIS DESCARTE RESTO DE ÓLEO: o simples ato de jogar resto de óleo nos ralos ou nas pias pode poluir até de 1 milhão de litros de água. O ideal é armazenar esse óleo e entregar em postos de reciclagem.

4- REGULE O TERMOSTATO DA GELADEIRA: se ela não estiver lotada, a refrigeração pode ser mínima. Manter a temperatura abaixo de 5 ou 6 graus aumenta o consumo energético em 7%.

5- TAMPE AS PANELAS: reduz o tempo de preparo e economiza 30% de energia.

6- ENCHA A MÁQUINA: só use a máquina de lavar roupa quando ela estiver com sua capacidade máxima – cada ciclo consome 150 litros de água. Utilize a lavagem a frio sempre que possível. Ela economiza 92% de energia.

7- REGULE O CHUVEIRO: ao tomar banho ajuste o chuveiro na posição "verão", pois na posição "inverno" ele aumenta o consumo de energia em até 30%.

8- PREFIRA LÂMPADAS ECONÔMICAS: uma lâmpada fluorescente compacta gasta cerca de 80% menos energia do que uma lâmpada incandescente convencional e pode ser utilizada nas mesmas situações.

9- TROQUE A DESCARGA: as tradicionais são responsáveis por até 40% do total da água consumida por uma residência. Já existem no mercado vasos com caixa acoplada ou válvula de parede com dois modos de descarga, uma de 3 litros, para líquidos, e outra de 6, para sólidos.

10- LAVE O CARRO A SECO: a economia é de cerca de 316 litros de água para cada veículo, em média.

Como você pode perceber são práticas bem simples, mas que farão toda diferença no nosso planeta. Agora é só por em prática tudo que você aprendeu!
Por Pâmella Lima =D

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Palha de Carnaúba: Artesanato e Tecnologia

Descoberta pelos indígenas a palha de carnaúba desde o início fora utilizada como material artesanal na confecção de cestos, bolsas e esteiras. Porém João Batista Dantas técnico da Petrobrás descobriu uma nova maneira de utilização dessa fibra, esta é a fabricação de mantas e cintas impermeabilizadas. As mantas substituirão as lâminas de alumínio que antes revestiam uma camada de perlita expandida, um material isolante térmico utilizado na tubulação dos dutos da Petrobrás que conduzem o vapor. Já as cintas, também inventadas por João Batista, servem para segurar as mantas com trança de chapéu de palha de carnaúba impermeabilizada, em substituição aos grampos metálicos que oxidavam e se rompiam. Os principais produtores desse material fazem parte do Projeto Carnaúba Viva sediado no município de Assu/RN. Além dos benefícios para a empresa e meio ambiente essa inovação gerará um aumento considerável na economia dos municípios potiguares de Assu, Itajá, Upanema, São Rafael, Pendências, Macau, Afonso Bezerra, Apodi, Mossoró, e para um grupo da cidade de Aracati , no Ceará envolvidos no projeto.


Por Pâmella Lima

sábado, 10 de outubro de 2009

BIOMASSA, FONTE DE ENERGIA SUSTENTÁVEL


Energias renováveis, tema que vem sendo discutido no Brasil inteiro. No Nordeste não poderia ser diferente. Esse assunto é de extrema importância e de interesse de todos. Existem várias maneiras de gerar energia renovável, uma delas é a BIOMASSA.
Esse novo conceito é a geração de energia através da combustão de material orgânico. A princípio o material mais ultilizado era a lenha, porém com o tempo isso geraria sérios problemas de desmatamento então resolveu-se utilizar outras fontes como galhos de árvores podadas, casca de arroz, bagaço da cana-de-açúcar e resíduos agrícolas. No Nordeste o rendimento da biomassa ainda é representado pela indústria álcool-açucareira.
Por Pâmella Lima